Portugal Digital
10 de junho 2010
Da Redação
Fortaleza - A diretoria de Agronegócios da Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBP-CE) já traçou seus planos para o setor durante o quadriênio 2010-2014. O planjejamento, focado em três objetivos, foi apresentado por Carlos Duarte, diretor da Terra Quente Agropecuária, empresa associada da instituiução.
“Buscaremos evidenciar as principais áreas de agronegócio no Ceará que apresentam vantagens competitivas regionais. Paralelamente, vamos promover as trocas comerciais e de tecnologia em agronegócio e setores correlacionados e, e finalmente, numa lógica que permeia toda a atual Direção da Câmara, sob o comando de Jorge Chaskelmann, contribuir para o estreitamento comercial e cultural entre Portugal e Brasil”, afirma Duarte.
Para alcançar tais propósitos, o diretor destaca que promoverá ações de informação, debate e rodadas de negócios em áreas agrícolas e de agroindústria que têm se destacado no mercado atualmente, como fruticultura irrigada, pecuária, piscicultura, biomassa, créditos de carbono e outras. “O Porto do Pecém é um dos maiores exportadores de frutas do Brasil. Em 2009, foram exportadas aproximadamente 262 mil toneladas, o que representa 37% de tudo exportado”, destaca o diretor. Caju, côco, manga, banana, uva, mamão havaí, sapoti, melancia e melão são algumas das frutas que tem assumido relevância no paladar estrangeiro, segundo o diretor.
Na pecuária, o setor de corte, leite, derivados, e de couros são apostas do diretor. “A otimização do uso dos perímetros irrigados no Ceará tem propiciado a criação de ovinos, caprinos e também da bovinocultura de leite”, pontua. Já na piscicultura, a fomentação de novos negócios por meio do uso de tecnologias e conhecimento oferecidos por instituições de referência, como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) será uma das vias de atuação da diretoria. “Técnicas de reversão sexual da Tilápia, a produção em cativeiro e industrialização da sardinha de água doce e a criação de Pirarucu, todas elas já iniciadas no Centro de Pesquisas em Aquicultura do Dnocs em Pentecoste, poderão ser ampliadas caso haja interesse do empresariado, sejam associado, sejam instituições que venham a filiar-se à Câmara”, salienta Carlos Duarte.
É também objetivo apresentar aos associados da CBP-CE oportunidades nas áreas de amidos (com referência diferenciada para as culturas de mandioca – farinha e fécula – e batata doce); biomassa (com forte componente de atividade agrícola, no sentido da produção de energias alternativas aos combustíveis fósseis, destacando as experiências bem sucedidas com o manuseio de Capim Elefante); apicultura (que se afirma com excelência no Ceará a partir da produção de mel, cera, pólen, geléia real e própolis); silvicultura e créditos de carbono - cuja comercialização surge associada a práticas de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo presentes nas áreas acima referidas.
Carlos Duarte ressalta que, no sentido do crescimento das trocas comerciais e intercâmbio de tecnologia em agronegócio, assumem destaque as ações relativas aos mercados de vinhos e azeites, constituindo setores portugueses com elevado valor agregado e qualidade, e com significativa demanda e potencial de crescimento qualitativo no mercado consumidor brasileiro.
“Buscaremos contribuir para o sucesso dos investimentos e trocas de experiências e tecnologias entre Portugal e Brasil. Para isso, favorecemos e promoveremos informação de enquadramento e suporte aos empreendedores, bem como promovendo a sua aproximação aos órgãos e instituições públicas e privadas de referência neste setor nos dois países”, finaliza o diretor.
Fonte: Câmara Brasil Portugal do Ceará