Portugal Digital
10 de junho 2010
Da redação, com agências
Bruxelas - As sanções contra o Irã aprovadas ontem (9) pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não devem afetar o comércio brasileiro com o país, hoje dominado principalmente por produtos agrícolas, minério de ferro e alguns produtos manufaturados como chassis para automóveis e motores.
A venda desses produtos ao Irã deve continuar sem restrições. As sanções endurecem um embargo à compra pelo país de equipamentos militares como helicópteros e mísseis, além de prever interdições marítimas para a inspeção de navios com cargas suspeitas para o Irã.
A resolução aprovada pela ONU dificulta ainda as transações financeiras com bancos iranianos e aumenta o número de indivíduos e de companhias iranianas que são alvos de congelamento de bens e de proibição de viajar ao exterior.
No ano passado, as exportações brasileiras ao Irã somaram US$ 1,2 bilhão, enquanto as importações de produtos iranianos pelo Brasil atingiram pouco menos de US$ 19 milhões.
As exportações totais brasileiras em 2009 somaram US$ 153 bilhões, e as importações chegaram a US$ 128 bilhões.
Cerca de 70% das exportações brasileiras ao Irã são compostas de produtos ligados ao agribusiness. O principal produto exportado pelo Brasil ao país são as carnes bovinas (US$ 335 milhões vendidos no ano passado), seguido de milho em grão (US$ 283 milhões), soja, incluindo grãos e óleo (US$ 228 milhões) e açúcar (US$ 161 milhões).
Segundo uma fonte da diplomacia brasileira, ouvida pela "BBC Brasil" em condição de anonimato, mesmo com as sanções, o comércio brasileiro com o Irã poderá até mesmo aumentar.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL