A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) participa, nos dias 23 e 24 de junho, do Encontro de Empresários para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, Portugal. Esta será a sexta edição do evento, que, no ano passado, aconteceu no Rio de Janeiro.
O objetivo do Encontro, organizado pelo Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, é estimular as relações comerciais entre empresas dos países envolvidos por meio da identificação de novos negócios e potenciais parcerias. Além do Brasil, estarão representados Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e China.
Em um seminário, cada país fará uma apresentação sobre as oportunidades de comércio e investimento no seu mercado, seguido por contatos empresariais entre os participantes. O Diretor de Gestão e Planejamento da Apex-Brasil, Ricardo Schaeffer, apresentará o ambiente de negócios e investimentos no Brasil. A programação deste ano inclui ainda painéis sobre temas diversos, tais como energias renováveis e a Língua Portuguesa como recurso econômico.
Intercâmbio comercial
As trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa tiveram um forte impulso, nos últimos anos, interrompido em 2009 pela crise econômica global. De acordo com os serviços da Alfândega da China, essas trocas comerciais atingiram, entre janeiro e dezembro do ano passado, US$ 62,5 bilhões de dólares. O comércio externo da China está cada vez mais diversificado. Apesar de os Estados Unidos serem o principal destino das exportações chinesas, sua participação no total exportado pela China caiu de 21,1%, em 2004, para 18,4% em 2009.
A relação bilateral entre Brasil e China passa por um momento de intensificação e, em 2009, a China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil. Neste mesmo ano, as exportações brasileiras para a China atingiram US$ 20,1 bilhões, apresentando um crescimento médio anual superior a 29% entre 2004 e 2009. Já as importações chegaram a US$ 15,9 bilhões, caracterizando um saldo superavitário superior a 4,2 bilhões.
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