Maria da Soledade
Brasília - Estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado sexta-feira (10), conclui que o Brasil deve atingir o menor nível de desigualdade social em 50 anos. A projeção é baseada no índice de Gini, que varia de zero a um; quanto mais próximo de 1, menor a desigualdade. Todos esses dados fazem parte do estudo intitulado "A nova classe média: o lado brilhante dos pobres".
O estudo mostra que durante a recessão de 2003, o Brasil tinha 49 milhões de pobres. Até 2008, 19,5 milhões saíram da pobreza. “Essa classe já representa mais da metade da população e tem um grande poder político e econômico, pois detém o maior poder de compra da população", disse Marcelo Nery, responsável pela análise do estudo.
Outro importante dado do estudo é quanto ao crescimento do país, que está baseado mais na geração de renda do que no consumo.
Mas apesar da melhoria, segundo Nery, o Brasil ainda está entre os dez países com maiores índices de desigualdade no mundo.
Segundo a FGV, os brasileiros com renda mensal de até R$ 144 por pessoa estão na linha de pobreza.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL