Recente subida dos juros da dívida portuguesa "nada tem a ver com a situação do País"
Lisboa - O primeiro-ministro português José Sócrates disse, terça-feira (2), na Assembleia da República que a recente subida dos juros da dívida pública de Portugal resulta de movimentos especulativos e não da crise económica e financeira que o país atravessa.
Hoje, a taxa de juro das obrigações a 10 anos ultrapassou os 6%, tendo chegado a 6,239%, o valor mais alto desde 13 de Outubro.
José Sócrates referiu que não foram só os juros da dívida portuguesa que subiram mas também os da Irlanda e da Grécia. Portugal já "descolou da situação irlandesa", disse o primeiro-ministro.
Segundo afirmou, as subidas nos juros da dívida portuguesa nos últimos dois anos, mesmo após o recente acordo entre o Governo e o PSD, principal partido da oposição ao governo do Partido Socialista, para viabilizar a aprovação do Orçamento do Estado para 2011, não têm a ver com a situação portuguesa, mas sim com "movimentos especulativos".
No final do primeiro dia de discussões na Assembleia da República sobre o Orçamento do Estado para 2011, José Sócrates disse que o trabalho do governo é “incompatível” com a espera para a aprovação do orçamento para 2011.
“O trabalho que temos pela frente é exigente e entendo que nenhum partido queira partilhar com o Governo uma governação tão exigente”, disse Sócrates, citado pelo Jornal de Negócios, afirmando que o governo é para uma legislatura, ou seja, que não se vai demitir.
“Este orçamento é importante, porque vai colocar o país no grupo dos países da Zona Euro com menor défice”. “Foi por essa razão que aprovamos um orçamento tão duro”, disse o primeiro-ministro português.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL