Grupo português de construção amplia actividades no mercado brasileiro, que já dá o terceiro maior contributo para os proveitos globais da Teixeira Duarte.
Jorge Horta
Lisboa - O grupo português de construção Teixeira Duarte mais do que triplicou o seu volume de negócios no mercado brasileiro nos primeiros nove meses deste ano, por comparação com igual período do ano passado. O Brasil já é o terceiro mercado mais importante nas receitas da Teixeira Duarte, apenas atrás de Portugal e Angola.
A Teixeira Duarte chegou ao final de setembro com um volume de negócios de 130,2 milhões de euros, equivalente a 12,8% do total do grupo. Em Portugal a Teixeira Duarte obteve nos primeiros nove meses deste ano um volume de negócios de 420,2 milhões de euros (41,3% do total do grupo). Em Angola o volume de negócios foi de 337,4 milhões de euros (um peso de 33,2%).
Os proveitos da Teixeira Duarte no Brasil cresceram 260% face ao valor alcançado em setembro do ano passado (36,2 milhões de euros), altura em que o mercado brasileiro era o quarto contributo para o grupo, atrás de Angola, Portugal e Argélia.
"O mercado externo representa 58,7% do total do volume de negócios do grupo Teixeira Duarte, realçando-se os contributos dos mercados angolano e brasileiro", nota a Teixeira Duarte no seu relatório e contas do terceiro trimestre.
No Brasil a Teixeira Duarte actua através de posições de controlo nas empresas EMPA e Somafel, com as suas sedes em Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais, controlando ainda várias empresas de energia, incluindo petróleo (com escritórios em Belo Horizonte), e de investimentos imobiliários (em São Paulo e no Recife).
No seu relatório e contas a Teixeira Duarte não adianta mais detalhes sobre o crescimento do seu volume de negócios no Brasil. Quanto ao grupo, a construção assume um peso de 54% nos proveitos consolidados, seguida pelo imobiliário, com 10%, energia, com 9%, e automóvel e distribuição, com 8% cada.
O lucro da Teixeira Duarte nos primeiros nove meses deste ano ascendeu a 56 milhões de euros, valor influenciado pela incorporação da mais-valia da venda da participação que o grupo tinha na Cimpor. Esta mais valia de 69,8 milhões de euros e os resultados de 9,2 milhões ainda registados com a participação da Cimpor foram compensados, negativamente, por uma perda por imparidade de 47,8 milhões de euros relacionada com a participação da Teixeira Duarte no banco BCP.