A introdução de taxas turísticas na capital portuguesa, à semelhança do que vai suceder em Roma, é afastada por agora pela Associação de Turismo de Lisboa (ATL), que admite avançar com medidas semelhantes após acordo com os agentes do sector.
No final de Setembro, a ATL discutiu a criação de um novo fundo proveniente de uma taxa que os turistas poderão passar a pagar por visitar a cidade e por pernoitar. Segundo fonte da associação, a medida "suscitou um amplo consenso quanto aos objectivos e necessidades" e pretende contribuir para aumentar as receitas turísticas da região.
Em Itália, o processo está mais avançado. A partir de Janeiro serão introduzidas taxas turísticas que se vão reflectir no pagamento de mais três euros por noite em hotéis de três e mais estrelas e de dois euros em alojamentos de outro tipo.
Contactada pela Lusa, fonte da ATL disse que o tema não voltou a ser abordado depois da discussão em Setembro, não havendo desenvolvimentos sobre os moldes em que serão aplicadas taxas aos turistas que visitem Lisboa.
Em declarações à Lusa, também o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, recusou comentar tema, por ainda não haver nenhuma proposta concreta.
Segundo a legislação, a criação destas taxas é uma competência exclusiva da Assembleia Municipal de Lisboa por proposta da autarquia.
Esta nova cobrança em Itália segue uma tendência que se tem vindo a espalhar rapidamente pela Europa nos últimos seis meses, como o "room tax" (imposto do quarto) introduzido em Colónia e que já foi copiado por diversas cidades alemãs.
Fonte: AICEP - 21 dez 2010
Oje/Lusa