A criação de empregos formais (com carteira assinada) no Brasil em 2010 atingiu 2,524 milhões de vagas, o que representa o melhor desempenho desde 1992, quanto teve início a série histórica.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e foram divulgados nesta terça-feira (18).
O número é também levemente superior ao da meta estabelecida pelo governo para o ano passado, que era de 2,5 milhões, embora tenha sido alcançado por meio de uma alteração na divulgação dos dados.
O cálculo da criação de vagas é feito pela diferença entre o total de pessoas contratadas e o total de demitidos em cada mês.
Na divulgação desta terça-feira, porém, foram incluídos pela primeira vez empregos declarados fora do prazo. Essas vagas fazem parte da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que está prevista para ser divulgada apenas em maio.
A Rais é divulgada anualmente pelo governo e traz um retrato mais fiel do mercado de trabalho formal, pois inclui servidores públicos, trabalhadores temporários e avulsos e ainda informações residuais das empresas.
Sem os números antecipados, a criação de empregos formais em 2010 foi de 2,136 milhões de vagas. Sem essa "manobra", o número fica abaixo da meta estabelecida pelo governo, mas segue como o melhor resultado desde 1992.
O resultado de 2010 supera o anterior recorde de 2007 (1,6 milhão de vagas). A série histórica é o período em que é adotada a mesma metodologia e, assim, permite a comparação entre anos.
Dezembro Apesar do resultado obtido ao longo do ano, dezembro registrou cortes de 407 mil vagas. No mês, foram admitidos 1.230.563 e demitidos 1.638.073.
Os setores que apresentaram elevação no nível de emprego foram comércio (14.411) e serviços industriais de utilidade pública (557). A indústria de transformação foi o setor que apresentou a maior perda de postos de trabalho (152.987).
Os Estados em geral apresentaram queda na criação de empregos. As maiores perdas se deram em São Paulo (159.579) e Minas Gerais (50.797).
Fonte: UOL