Operações da EDP no mercado brasileiro fecharam 2010 com crescimento, tanto na Bandeirante, que vendeu mais 7,7%, como na Escelsa, que cresceu 17,7%.
Brasília - A EDP aumentou em 11,4% no ano passado, em comparação com o ano anterior, o volume de energia distribuída no mercado brasileiro, que ascendeu a 23,75 milhões de megawatt hora (MWh).
O crescimento alcançado em 2010 pela EDP no Brasil beneficiou das atividades de distribuição tanto da EDP Bandeirante como da EDP Escelsa. A primeira aumentou o volume distribuído em 7,7%, para 14,3 milhões de MWh, enquanto a segunda cresceu 17,7%, para 9,4 milhões de MWh.
Do crescimento global da EDP no Brasil, a energia vendida a clientes finais no mercado cativo registrou um aumento de 5,8%, ao passo que os outros suprimentos tiveram aumentos diferenciados, com destaque para a energia vendida a clientes livres, que subiu 22,7%.
O acréscimo obtido na distribuição de eletricidade ao mercado cativo "foi impulsionado, principalmente, pelo aumento no consumo da classe industrial, devido à recuperação pós-crise do setor em 2010", explica a EDP. "Outro fator que teve impacto positivo no mercado cativo no período foi a evolução do consumo das classes residencial e comercial, decorrente do incremento da renda e do consumo das famílias, em função da redução do desemprego", acrescenta o grupo.
Quanto aos números isolados do quarto trimestre, a EDP distribuiu mais 3,2% de energia no Brasil do que no mesmo período de 2009, combinando os crescimentos de 0,6% na EDP Bandeirante e de 7,2% na EDP Escelsa.
O número de clientes da EDP no Brasil cresceu 2,7% em 2010, atingindo a marca de 2,74 milhões de consumidores, estando 1,5 milhão com a EDP Bandeirante e mais de 1,2 milhão com a EDP Escelsa.
Ao nível da geração, o ano passado também teve desempenho positivo na EDP Brasil. O volume de energia vendida pelas usinas do grupo totalizou 8.309 GWh, 4% acima do registrado em 2009, devido, principalmente, a uma operação realizada em Lajeado, em que houve compra de energia no primeiro trimestre de 2010, e venda no mesmo volume da compra, de março a dezembro. (Fonte: PORTUGAL DIGITAL)