O governo ainda não desistiu do cenário de ter accionistas portugueses, angolanos e brasileiros juntos na Galp, segundo o "Diário Económico".
Lisboa - O governo português mantém a esperança de ainda conseguir convencer a Petrobras a entrar no capital da Galp Energia, noticia hoje o "Diário Económico", citando uma fonte do executivo do primeiro-ministro José Sócrates.
"A solução ideal seria termos, no capital da Galp, portugueses, angolanos e brasileiros e o Governo ainda não desistiu desse cenário", indicou a mesma fonte, de acordo com o jornal português.
O cenário de reaproximação entre os brasileiros e os italianos da Eni - um negócio avaliado em mais de 3.500 milhões de euros -, afigura-se, porém, difícil de concretizar. A petrolífera brasileira está, à semelhança do que acontece com a Galp Energia, a rever o seu plano de investimentos para o período de 2011-2015.
No mercado começou já a discussão sobre o montante que a Petrobras terá de desembolsar face aos US$ 224 mil milhões (164 mil milhões de euros) previstos até 2014. Alguns analistas financeiros estimam que poderá crescer para US$ 240 mil milhões (175 mil milhões de euros).
A Petrobras anunciou oficialmente este mês ter concluído sem sucesso as negociações para a compra da posição da italiana Eni na Galp, de 33,34%.
A Galp entretanto prossegue com a preparação de um novo plano de negócios e o respectivo financiamento, ao mesmo tempo que desenvolve negociações com os seus trabalhadores. Segundo o "Jornal de Negócios" de hoje, o grupo português vai aumentar os salários dos funcionários.
Após uma proposta inicial de não aumentar as remunerações, a Galp terá cedido nas negociações laborais, admitindo agora uma actualização de 0,5%, de acordo com a mesma publicação.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL