Integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra começará em março de 2012 e será concluída em agosto de 2013, com um investimento de US$ 706 milhões.
Salvador - A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, participa nesta terça-feira (01) da cerimônia de anúncio da implantação do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bahia (TRBA).
Na ocasião será assinado o Protocolo de Intenções entre a estatal Petrobras e o Governo do estado da Bahia com o objetivo de definir ações a serem tomadas pelas partes que propiciarão as condições para a implantação deste terminal, informa a empresa em comunicado.
A construção do Terminal de Regaseificação da Bahia (TRBA), que terá capacidade para regaseificar 14 milhões m³/dia, vai assegurar a injeção de gás natural no maior Estado consumidor deste combustível do Nordeste.
Integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra começará em março de 2012 e será concluída em agosto de 2013, com um investimento de US$ 706 milhões que vai gerar 850 empregos diretos e 2400 indiretos, com um índice de nacionalização de 80%.
Hoje, o país já conta com os terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Pecém, no estado do Ceará, com capacidade de regaseificação de 7 milhões m³/dia, e da Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro, com capacidade de regaseificação de 14 milhões m³/dia. A partir de setembro de 2013, quando o TRBA entrar em operação, o Brasil terá capacidade de regaseificar 35 milhões m³/dia, volume maior que os 31 milhões m³/dia de gás natural importados da Bolívia.
Ao injetar esse volume de gás na malha de gasodutos brasileira, a Petrobras agregará ainda mais segurança e flexibilidade no atendimento ao mercado, uma vez que ampliará o acesso a diferentes fontes de oferta (nacional e importada), com uma malha de gasodutos que atingiu 9.634 km em 2010 e integra as regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Transferência direta do GNL
Nos terminais de Pecém e da Baía de Guanabara, o sistema de atracação dos navios ocorre em um píer com dois berços e o GNL é transferido do navio supridor para o navio regaseificador por meio de braços criogênicos. No TRBA, a transferência do GNL será feita diretamente entre os navios, através do sistema de atracação side-by-side, ou seja, o navio regaseificador, ficará atracado a um píer tipo ilha com apenas um berço.
Com a conexão direta com o navio supridor, a transferência de GNL será realizada por meio de mangotes ou braços de carregamento. No navio regaseificador, o GNL passará do estado líquido para o gasoso. Depois, o combustível será injetado na malha de gasodutos através de um duto de 28 polegadas de diâmetro e 49 quilômetros de extensão, sendo 15 quilômetros em trecho submarino. Hoje, no mundo, existem dois terminais de GNL operando com a configuração side-by-side: o de Bahia Blanca, na Argentina, e o de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O Terminal de Regaseificação da Bahia (TRBA) será instalado na Baía de Todos os Santos, a 4 km a oeste da Ilha do Frade, e se interligará com a malha de gasodutos em dois pontos: o primeiro na malha da Bahia, em Candeias, e o segundo na altura do quilômetro 910 do Gasoduto Cacimbas-Catu (GASCAC), trecho do Gasoduto Sudeste-Nordeste (GASENE), inaugurado em março de 2010. A implantação neste local agregará flexibilidade e confiabilidade à operação da malha de gasodutos e possibilitará, inclusive, a exportação para a Região Sudeste, se necessário.
Segurança
Segundo a empresa, o projeto GNL-TRBA Petrobras "segue os mais rígidos padrões internacionais de segurança com a adoção de normas e orientações técnicas do Oil Companies International Marine Fórum (Ocimf) e da Society International Gas Tanker and Terminals Operators (Sigtto)". A Petrobras integra estas entidades, que são referências internacionais no setor.
Assim como nos terminais de Pecém e da Baía de Guanabara, a Petrobras adotará no TRBA medidas adicionais de segurança como um sistema de inteligência que integrará todo o terminal. Este sistema é capaz de fazer a interrupção completa da transferência tanto de GNL entre os navios, como de gás natural do navio regaseificador para o gasoduto a qualquer sinal de anormalidade.
O TRBA terá válvulas especiais para o fechamento rápido, caso haja necessidade. Os braços de transferência, ou os mangotes criogênicos, também possuirão sistema de desengate de emergência, que prevê o desligamento das bombas de carga, o fechamento das válvulas dos braços e a desconexão dos braços ou dos mangotes dos navios.
As tecnologias adotadas no projeto visam garantir a preservação do bioma da Baía de Todos os Santos e da comunidade do seu entorno. Os dois terminais de GNL da Petrobras em funcionamento são exemplos do convívio harmonioso entre desenvolvimento e preservação do meio-ambiente e assim será na Bahia.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL