A subsidiária brasileira do Banco Português de Negócios, hoje gerido pela estatal Caixa Geral de Depósitos, está em processo de venda.
Lisboa - O processo formal de venda do BPN Brasil, a operação brasileira do Banco Português de Negócios, ainda não foi iniciado, não existindo para já um caderno de encargos, mas a sua alienação já tem potenciais compradores. E são três bancos portugueses os interessados, de acordo com a edição de hoje do "Diário Económico".
Na corrida ao banco brasileiro do BPN, diz o jornal português, está um dos grandes bancos nacionais e dois bancos de menor dimensão. A mesma fonte, contudo, não refere quais os bancos em causa. Quem está a coordenar o processo de venda é o Caixa Banco de Investimento, do grupo estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD).
O BPN Brasil é o mais desejado por causa da licença bancária. É que a abertura de um banco no Brasil de raiz é uma tarefa complexa e burocrática. A concessão de licenças bancárias está condicionada a um decreto presidencial. Pelo que a compra de um banco no Brasil é a forma mais rápida de chegar ao mercado brasileiro.
Por essa via, escreve o "Diário Económico", o BPN Brasil é um foco de interesse de bancos que querem entrar pela primeira vez no Brasil, ao nível da banca de retalho (universal), isto apesar dos prejuízos que a instituição do BPN apresenta. Segundo a mesma fonte, o prejuízo do BPN Brasil deverá ser inferior a 5 milhões de euros (11 milhões de reais).
Criado em 2003, o BPN Brasil Banco Múltiplo actua nas áreas de crédito e financiamento, comércio exterior, banco de investimento, repasses do BNDES e tesouraria. O BPN Brasil é controlado pelo grupo BPN (que agora é do Estado português), mas o Banco Africano de Investimentos também detém uma participação minoritária.
Em 11 de novembro de 2008 o BPN, que era do grupo privado Sociedade Lusa de Negócios foi nacionalizado, devido aos problemas contabilísticos detectados no banco, com o Estado português a considerar que a possível falência do BPN tinha um risco sistémico de contagiar o sistema bancário nacional. Na nacionalização as acções do BPN foram transferidas ao Estado Português (novo controlador) e sua gestão foi atribuída à CGD.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL