"Eu não estou agarrado ao poder. Estou agarrado, isso sim, ao cumprimento do dever", declarou o primeiro-ministro português em entrevista à SIC.
Jorge Horta
Lisboa - O primeiro-ministro português, José Sócrates, reafirmou esta terça-feira que está a fazer tudo o que está ao seu alcance para que Portugal recupere economicamente e evite uma intervenção externa, a qual, segundo o governante socialista, "teria custos gravíssimos para o País".
Em entrevista à SIC, José Sócrates voltou a procurar a sensibilização dos portugueses para a necessidade do pacote de medidas de austeridade anunciado sexta-feira. Desde então os partidos da oposição, incluindo o PSD, já disseram que não apoiam as medidas, ameaçando uma situação de ruptura na Assembleia da República.
"Uma crise política colocaria nas mãos das instituições externas. Essa intervenção teria custos gravíssimos para o País", comentou José Sócrates na entrevista.
O primeiro-ministro, que chegou a afirmar que "o PSD está numa situação de aproveitamento político total", disse que tudo fará "para evitar a crise política".
Durante a entrevista, o primeiro-ministro usou várias vezes a primeira pessoa para enfrentar as questões colocadas sobre as dificuldades do País. "Eu não estou agarrado ao poder. Estou agarrado, isso sim, ao cumprimento do dever. O meu dever é governar", disse. "Eu penso muito nas pessoas, naquilo por que estão a passar. O meu dever é dizer às pessoas que temos de fazer este esforço", acrescentou minutos depois.
E José Sócrates também marcou a sua posição pela negativa. "Eu não sou dos que viram a cara às dificuldades. Era o que faltava!", reagiu o primeiro-ministro. Para logo a seguir sublinhar que não deseja uma intervenção externa em Portugal. "Eu não quero passar por aquilo que estão a passar os gregos e irlandeses!", exclamou Sócrates.
As frases de José Sócrates
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Fonte: PORTUGAL DIGITAL