O grupo português aumentou em 108% as receitas no mercado brasileiro, que atingiram 162,7 milhões de euros no ano passado.
Jorge Horta
Lisboa - O grupo português Teixeira Duarte, cuja principal actividade é a construção, fechou 2010 com um crescimento de 108% do seu volume de negócios no Brasil. As receitas geradas no mercado brasileiro ascenderam no ano passado a 162,7 milhões de euros, o que fez do país a terceira maior fonte de facturação do grupo.
O Brasil era em 2009 o quarto mercado do grupo, atrás de Portugal, Angola e Argélia. Em 2010 o Brasil suplantou a Argélia, onde a Teixeira Duarte registou uma queda de 28,2% do volume de negócios. De nove mercados principais onde o grupo luso actua, seis apresentaram descida das receitas.
Portugal, com um crescimento de 10,7%, o Brasil, com aumento de 108%, e Venezuela, com alta de 27,9%, foram os países que permitiram à Teixeira Duarte encerrar 2010 com um volume de negócios globalmente superior ao de 2009. No total do grupo a facturação melhorou 4,5%, para 1,38 mil milhões de euros.
Por sectores de operação, a Teixeira Duarte cresceu na construção (que vale 55% da receita do grupo), concessões, imobiliário, distribuição e energia, mas perdeu volume de negócios nas áreas de hotelaria, automóvel e cimentos.
O lucro da Teixeira Duarte em 2010 caiu 60,1%, para 46,4 milhões de euros. O grupo não conseguiu evitar uma deterioração do seu resultado operacional, já que os custos subiram 7%, acima do crescimento dos proveitos, o que levou o EBITDA a encolher 29%, para cerca de 150 milhões de euros. Um ligeiro aumento nas amortização e provisões e, sobretudo, um agravamento do resultado financeiro, contribuíram para a queda do resultado líquido do grupo.
Embora a saída do capital da Cimpor no ano passado tenha produzido um efeito positivo nas contas da Teixeira Duarte, o grupo sentiu, nos resultados de 2010, o efeito negativo das perdas por imparidade da sua participação no BCP, o maior banco privado português.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL