"Menos de dois anos vai ser difícil", afirma Ricardo Salgado ao "Diário Económico".
Lisboa - O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, admite que a recessão em Portugal poderá durar até quatro anos, mas espera que o país consiga recuperar mais cedo do efeito recessivo das medidas de austeridade.
"Menos de dois anos vai ser difícil, eu diria antes dois, três, eventualmente quatro. Espero que não seja tão longo. Talvez dois cheguem se fizermos bem o nosso trabalho", disse Ricardo Salgado, em declarações ao "Diário Económico".
Para o banqueiro o tempo de recessão "depende muito de nós". Ricardo Salgado considera que "é fundamental que os portugueses se metam a trabalhar com confiança e virados para o futuro".
O recurso à ajuda externa é "confrangedor", mas Ricardo Salgado entende que "não se deve desesperar". Além da aposta na inovação, na internacionalização e nas exportações como únicas formas de fazer a economia crescer, o banqueiro apela aos governantes para que "se acalmem e se entendam", de forma a negociar com a Europa, que "não quer saber de partidos".
"Portugal percorreu já um longo caminho", sendo que "muitas das medidas adoptadas já são próximas das da Irlanda e da Grécia", notou.
Hoje uma equipa técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia começa a reunir-se com as autoridades portuguesas para preparar um plano de apoio financeiro a Portugal.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL