"Não está a ser desenhado um 'plano B'", afirmou o comissáriodos Assuntos Económicos e Monetários, em Helsínquia, Olli Rehn.
Lisboa - O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, em Helsínquia, Olli Rehn, descartou a existência de "um plano B" para o apoio financeiro pedido por Portugal, caso o novo Governo da Finlândia bloqueie o pacote de ajuda. A afirmação foi feita nesta quarta-feira. "Não está a ser desenhado um 'plano B'", afirmou o comissário, citado pela Bloomberg.
O responsável explicou ainda que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) "só pode ser usado caso exista uma decisão unânime, o que quer dizer que se a Finlândia for contra, não existirá uma decisão".
Olli Rehn indicou ainda que a Comissão Europeia "está sempre pronta para apoiar cada Estado membro a encontrar soluções construtivas, incluindo neste caso", e ainda que "a decisão do programa de Portugal está nas mãos dos Estados membros", considerando importante que a Finlândia, após decidir a sua posição, negoceie com os restantes países.
Entretanto, a 'troika' que está em Lisboa para negociar a ajuda financeira a Portugal, ouviu hoje a associação de defesa do consumidor sobre a atividade que desenvolve, dando especial ênfase ao apoio que presta às famílias sobreendividadas.
A equipa da 'troika' que está em Lisboa, constituída pelo Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia (CE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), reúne cerca de duas dezenas de técnicos e é liderada por Juergen Kroeger (CE), Rasmus Rüffer (BCE) e Poul Thomsen (FMI).
Fonte: PORTUGAL DIGITAL