A eventual oposição da Caixa e da Parpública não bastará para travar a venda da Vivo à Telefónica, se os accionistas privados estiverem de acordo com a operação.
O governo português deverá dar orientações ao banco estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD) e à empresa pública Parpública, gestora das perticipações empresariais do Estado português, para votarem contra a venda da participação do grupo Portugal Telecom (PT) na operadora brasileira Vivo à espanhola Telefónica, a menos que a PT consiga alternativa para ficar no Brasil.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a Parpública, que controlam 8% da PT, deverão seguir orientações do governo para votarem contra a venda da posição na Vivo, a menos que a gestão liderada por Zeinal Bava garanta uma alternativa que permita à empresa ficar no Brasil, como a entrada nas operadoras Oi ou a Tim, informa o Diário Económico.
Estas informações vão, de resto, ao encontro das declarações que o primeiro-ministro José Sócrates fez sexta-feira (4) na Assembleia da República, em defesa de uma PT com dimensão internacional.
Segundo o jornal, fonte oficial da Caixa explicou que o banco público "vai pronunciar-se na altura própria" sobre o tema da Vivo, ou seja, na assembleia-geral da PT que será realizada em 30 de junho. "A Caixa agirá em sintonia com o seu acionista", garantiu.
Mas a eventual oposição da Caixa e da Parpública não bastará para travar a venda da Vivo à Telefónica, se os accionistas privados estiverem de acordo com a operação, a menos que o Estado recorra tamém à ‘golden share' que tem na PT.
Fonte: África21
06.06.10