O vice-presidente executivo da TAP declarou que a companhia não vai reflectir nos preços dos bilhetes os prejuízos resultantes da nuvem de cinzas que, em finais de Abril, parou os voos durante quase uma semana.
"Por causa especificamente do problema da cinza vulcânica não haverá passagem desse fenómeno para o preço [dos bilhetes], porque o preço decorre de uma concorrência. Existe uma oferta imensa no quadro mundial e europeu e uma guerra tarifária bastante grande e os preços já são bastante comprimidos", disse Luiz Gama Mór em entrevista à Lusa.
A TAP estima em mais de 12 milhões de euros os prejuízos que sofreu devido à crise da nuvem de cinzas lançadas por um vulcão islandês. Após o fim da crise, ou seja, quando os voos foram retomados, a imprensa económica europeia deu conta de que algumas companhias estavam a aumentar os preços das tarifas entre a Europa e os Estados Unidos em cerca de 20%. Luiz Gama Mor reafirmou que isso não vai acontecer na TAP e diz mesmo que o preço nem sempre reflecte o custo real.
"O mercado é muito competitivo e o preço é uma condição de mercado. Logo, em diversos momentos as companhias cobram mais barato do que custa. Não é à toa que se verificam os prejuízos das empresas", sublinhou.
OJE/Lusa
07/06/10