Primeiro foram os transístores em papel, depois as memórias e as baterias, todos inventados por cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa liderados por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins. Mas faltava um elemento fundamental para se produzir qualquer dispositivo eletrônico em papel: o CMOS (complementary metal oxide semiconductor), uma tecnologia usada na fabricação de circuitos integrados. Um artigo publicado essa semana na prestigiada revista científica internacional “Advanced Materials”, assinado por investigadores daquele grupo e do Centro de Nanotecnologia do University College London (Reino Unido), explica como se podem fabricar CMOS em papel reciclável e com baixo consumo de energia. As aplicações possíveis são inúmeras e vão das etiquetas inteligentes aos sensores e aos écrans.